

Lady Zu, a diva que fez o povo dançar
Depois do grande sucesso que fez o post sobre Miss Lene, revivendo os 30 anos da era DISCO brasileira, vamos relembrar outra diva das pistas, esta possivelmente a mãe de todas, refiro-me a Lady Zu, que para Gilberto Gil é a dona do maior gogó do mundo. A simples menina paulista que sonhava em ser famosa e que um dia acordou rainha das pistas de dança. Certo dia, a menina Zuleide foi levada a uma gravadora, na ocasião vestia roupa muito simples e comportando-se meio sem jeito, reparou que o ambiente abrigava gente imponente e pessoas correndo de um lado para o outro. A menina percebeu os olhares que recebia vindos de cima para baixo, sentiu na pele a indiferença, mas passou por cima de tudo. Ignorando sua própria timidez, Zuleide reagiu contra a vontade que sentiu de sair dali correndo e apoiou-se na certeza que sempre teve, que sua voz era boa e que cantava bem. Quando foi levada a mesa do produtor responsável pelas contratações e ficou diante daquele homem de cara fechada, suas pernas tremiam e a ansiedade lhe esmagava por dentro, mas de repente uma força inexplicável levantou seu espírito abatido e como num toque de mágica o medo deu lugar à segurança. Zuleide começou a acreditar em si e na possibilidade de expressar a voz com segurança. O produtor pediu para ela cantar, foi quando emitiu sua voz firme e cheia de brilho e no mesmo instante viu todo mundo naquela gravadora parar para lhe ouvir cantar. Seu canto ecoava inebriando o ambiente e deixando todos perplexos. Naquele momento nascia Lady Zu, a estrela da voz de ouro, imortalizada também, assim como Miss Lene, Magal e muitos outros ícones na música Festa de Arromba, sucesso de Rita Lee e Paulo Coelho. Zuleide, uma brasileira de família humilde e batalhadora, içada ao sucesso quando tinha 19 anos através da música A Noite Vai Chegar (Paulinho Camargo). Gravada em 1977, a música fez todo mundo dançar e se apaixonar pela intérprete de voz rascante, até então uma desconhecida. “Eu ficava louca da vida. Tanta gente já era profissionalizada será que eu nunca chegaria lá? Isso me sufocava. Ao mesmo tempo, eu pensava, eu vou. Agora, eu olho pra trás e reconheço: foi difícil, mas consegui”. Desabafou no auge do sucesso, em 1978. Da noite para o dia a música virou atração no rádio e em todos os programas de televisão só dava Lady Zu. Chacrinha(Tv Tupi nos 70 e Tv Globo nos 80), Almoço Com as Estrelas(Tv Tupi), Globo de Ouro(Tv Globo), Qual é a Música(Tv Tupi), Fantástico(Globo) e Clube do Bolinha(BAND), em todos eles Lady Zu reinava absoluta, mandando de verdade no pedaço. Não é preciso dizer que o primeiro público a se manifestar foi o infantil, dedicando carinho e devoção a musa, mas quem aproveitou os efeitos dançantes do estouro musical foi o público freqüentador das pistas, rebolando sob as multicores eletrizantes da discoteca.
1977 foi o ano do swing a brasileira, a explosão da Black - Rio ajudou na auto-estima dos negros suburbanos que reconheceram seus valores e mostraram seus talentos. A Soul Music brasileira dava as cartas com os sucessos de Tim Maia, Cassiano (A Lua e Eu, Coleção, Onda e Ana), Carlos Dafé, Gerson King Combo e outros, mas nenhum deles superou o efeito causado por Lady Zu em 1978, transformada numa tsunami que varreu o país inteiro. O post fala pouco sobre a grande participação da cantora na história recente da música popular que o povo gosta e canta, Lady Zu é uma diva da música pop brasileira que um dia viu o povo cantar a sua música, saiba mais sobre a obra e a vida da artista acessando seu site oficial. www.ladyzu.net/index.htm
Depois do grande sucesso que fez o post sobre Miss Lene, revivendo os 30 anos da era DISCO brasileira, vamos relembrar outra diva das pistas, esta possivelmente a mãe de todas, refiro-me a Lady Zu, que para Gilberto Gil é a dona do maior gogó do mundo. A simples menina paulista que sonhava em ser famosa e que um dia acordou rainha das pistas de dança. Certo dia, a menina Zuleide foi levada a uma gravadora, na ocasião vestia roupa muito simples e comportando-se meio sem jeito, reparou que o ambiente abrigava gente imponente e pessoas correndo de um lado para o outro. A menina percebeu os olhares que recebia vindos de cima para baixo, sentiu na pele a indiferença, mas passou por cima de tudo. Ignorando sua própria timidez, Zuleide reagiu contra a vontade que sentiu de sair dali correndo e apoiou-se na certeza que sempre teve, que sua voz era boa e que cantava bem. Quando foi levada a mesa do produtor responsável pelas contratações e ficou diante daquele homem de cara fechada, suas pernas tremiam e a ansiedade lhe esmagava por dentro, mas de repente uma força inexplicável levantou seu espírito abatido e como num toque de mágica o medo deu lugar à segurança. Zuleide começou a acreditar em si e na possibilidade de expressar a voz com segurança. O produtor pediu para ela cantar, foi quando emitiu sua voz firme e cheia de brilho e no mesmo instante viu todo mundo naquela gravadora parar para lhe ouvir cantar. Seu canto ecoava inebriando o ambiente e deixando todos perplexos. Naquele momento nascia Lady Zu, a estrela da voz de ouro, imortalizada também, assim como Miss Lene, Magal e muitos outros ícones na música Festa de Arromba, sucesso de Rita Lee e Paulo Coelho. Zuleide, uma brasileira de família humilde e batalhadora, içada ao sucesso quando tinha 19 anos através da música A Noite Vai Chegar (Paulinho Camargo). Gravada em 1977, a música fez todo mundo dançar e se apaixonar pela intérprete de voz rascante, até então uma desconhecida. “Eu ficava louca da vida. Tanta gente já era profissionalizada será que eu nunca chegaria lá? Isso me sufocava. Ao mesmo tempo, eu pensava, eu vou. Agora, eu olho pra trás e reconheço: foi difícil, mas consegui”. Desabafou no auge do sucesso, em 1978. Da noite para o dia a música virou atração no rádio e em todos os programas de televisão só dava Lady Zu. Chacrinha(Tv Tupi nos 70 e Tv Globo nos 80), Almoço Com as Estrelas(Tv Tupi), Globo de Ouro(Tv Globo), Qual é a Música(Tv Tupi), Fantástico(Globo) e Clube do Bolinha(BAND), em todos eles Lady Zu reinava absoluta, mandando de verdade no pedaço. Não é preciso dizer que o primeiro público a se manifestar foi o infantil, dedicando carinho e devoção a musa, mas quem aproveitou os efeitos dançantes do estouro musical foi o público freqüentador das pistas, rebolando sob as multicores eletrizantes da discoteca.
1977 foi o ano do swing a brasileira, a explosão da Black - Rio ajudou na auto-estima dos negros suburbanos que reconheceram seus valores e mostraram seus talentos. A Soul Music brasileira dava as cartas com os sucessos de Tim Maia, Cassiano (A Lua e Eu, Coleção, Onda e Ana), Carlos Dafé, Gerson King Combo e outros, mas nenhum deles superou o efeito causado por Lady Zu em 1978, transformada numa tsunami que varreu o país inteiro. O post fala pouco sobre a grande participação da cantora na história recente da música popular que o povo gosta e canta, Lady Zu é uma diva da música pop brasileira que um dia viu o povo cantar a sua música, saiba mais sobre a obra e a vida da artista acessando seu site oficial. www.ladyzu.net/index.htm

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